A AUTORA
estradiolos
thiago
nici
letícia piccolo
Escrever para o Wikipedia e para o livro ao mesmo tempo.
Meu maior desejo
vem do mais fundo do meu coração
Eu te desejo
fertilidade
Letícia Piccolo nasceu em Aracruz, Espírito Santo,
no dia 17 de julho de 1978, oito dias antes do
nascimento de Louise Brown.
Letícia sempre teve muitos talentos desde a infância,
como o que você pode conferir na página a seguir.
Quando não estava treinando sucção de copos sem as mãos,
Tissa - como vovó Ilda sempre gostou de chamá-la passava
seu tempo treinando para o futuro e cuidava da gravidez
de sua irmãzinha - ainda na barriga de sua mãe, Larissa.
Também gostava muito de fotografar nas horas vagas
E de pegar onda em Guarapari.
Tendo também trabalhado como pianista
Sempre adorou se arrumar toda com vestidos e laços
Desde muito pequenininha Lelê se
Desde pequenininha não aceitava
com facilidade as coisas que achava erradas…
Eu nasci no dia 17 de julho de 1978,
oito dias antes da primeira ‘bebê de proveta’ nascer.
Cresci lendo coisas sobre isso por ter acontecido
tão perto do meu nascimento.
Me apaixonei desde criancinha por essa coisa
um uma pessoa crescer dentro da outra,
por isso da gente poder gerar e gestar uma vida,
poder ‘fazer’ uma pessoa ‘do nada’.
Com uns 7 anos eu decidi ‘o que iria ser quando crescer’
queria fazer da vida: ajudar as pessoas na missão
de se reproduzir. Me lembro desde criancinha
repetir isso pros adultos e eles morrerem de rir! Kkkkk
Essa minha vontade acabou se mostrando
amor de verdade pela profissão e para pode
cumprir minha missão ajudando na
Reprodução das pessoas, em 1998
eu entrei pra faculdade.
Um sonho realizado. Eu entrei pra faculdade
para fazer Ginecologia e Obstetrícia. Para isso.
Eu não fui fazer Medicina e depois escolhi
uma especialidade. Antes de querer ser médica,
muito, muito antes, eu sempre quis ser um
instrumento de Papai do céu aqui na terra
para cuidar da reprodução.
Entrei para a faculdade e, já no primeiro ano,
fui atrás do meu estágio na famosa Pró-Matre de Vitória.
Fiquei lá uns dias, até descobrirem que eu tinha acabado
de começar o primeiro ano e me tocarem de lá... Kkkkkkk
Fui embora chorando da Pró-Matre e prometendo ‘vingança’:
no outro ano, eu haveria de retornar.
E, assim, eu fiz.
E desde 1999, quando, no meu primeiro plantão
me puseram para segurar o cordão cortado,
ainda pulsando, e esperar a placenta sair,
em um parto que tinha acabado de acontecer
porque o movimento tava muito e a médica
tinha ido ver o outro parto.
Me lembro de segurar aquela pinça hemostática
com o cordão enrolado nela, ainda pulsando...
eu arrepiada pela emoção de participar daquilo...
não teve jeito... me apaixonei de vez...
Dalí pra frente eu dei plantão até o final da faculdade
na Pró-Matre para ‘pegar mão’ e já no ano seguinte
comecei também plantões no Hospital Dório Silva,
referência de alto risco, para aprender os
casos complicados. Também até o fim da faculdade
eu aprendi ali com as pessoas que vinham parir.
Já na faculdade eu me apaixonei pela parte da Medicina
que ajuda as pessoas que estão com
dificuldade de engravidar.
Fui algumas vezes acompanhar o trabalho
de um embriologista muito humano e acolhedor
que trabalhava em uma clínica aqui de Vitória.
Passei a faculdade toda sem nunca ter dado
um plantão de nada além de Ginecologia-Obstetrícia.
Falo com um certo orgulho porque eu
sempre soube minha missão.
Sei que fiquei devendo para minha ‘formação integral’
como médica. Mas era grande e forte demais
minha paixão. Eu não conseguia me dedicar a
nada que não tivesse a ver com isso.
Me formei em 2003 na EMESCAM e fui fazer
prova de residência em São Paulo pois achava que
lá me tornaria uma Ginecologista-Obstetra
mais experiente do que se ficasse em Vitória-ES.
Passei no SUS e fiz Residência na Casa Maternal,
Zona Leste de São Paulo, famoso
HMLMB - Hospital-Maternidade Leonor Mendes de Barros
de 2004 a início de 2006.
Em 2006 fiz pós-graduação em Reprodução Humana
no Hospital Pérola Byington, famoso serviço de
Reprodução totalmente gratuito comandado
desde aquela época e até hoje pelo
maravilhoso Dr Mario Cavagna.
Estava muito feliz porque estava fazendo
o que eu mais amava na vida e as pessoas
ainda me pagavam pra isso.
Inacreditável (eu faria de graça!) e sensacional!!!
Quando estive no Pérola aprendi muito, peguei
muita mão, estudei demais. E, quanto mais eu estudava,
mais eu percebia que tudo que a gente não sabia
muito a gente ia atrás de descobrir o que o IVI fazia.
O IVI é o Instituto Valenciano de Infertilidade,
clínica muito, muito, muito famosa e de
uma produção científica invejável.
Acredito que hoje seja a maior clínica do mundo,
presente em mais de 30 países, eu acho.
O sonho de muita gente era fazer um estágio lá.
Mas, naquela época, já era difícil de conseguir.
Em 2007 eu descobri que iria ter um congresso
de Reprodução em um cruzeiro e que o dono do IVI,
Doutor António Pellicer, estaria lá.
Se ele estaria lá, eu também deveria estar. Hahaha
Me inscrevi e, em algum momento ‘driblei’ toda
a comitiva de médicos famosos que faziam
a sua ‘segurança’ e fui lá usar todo portunhol
que tinha aprendido até aquele dia:
-“Hola, Dr Pellicer, me llamo Letícia. Mi sonho és hacer un estágio en IVI...” -
foi mais ou menos isso que eu disse e ele, simpático,
me cumprimentou com um aperto de mão forte,
mergulhou a mão no bolso da calça e sacou
um cartão de visitas, meu passaporte para
uma temporada maravilhosa de aprendizado na
Meca da Medicina Reprodutiva: a Espanha.
No dia 03 de Janeiro de 2009, dias depois de
dar uma festa de despedida cujo DJ foi meu amor,
Thiago (rs) eu embarquei para a Espanha com
a intenção de voltar pro Brasil “só pra visitar”.
Já tava validando meus diplomas e pensava
em ficar por lá. Mas Thiago fisgou meu
coração antes de eu ir. Match!
O amor do DJ era tão forte quanto o meu,
então eu vim ao Brazil em março de 2009
noivar e levar ele pra lá comigo.
Hahaha História de filme, né, não?
No IVI Madrid eu tive um ‘pai’.
O Dr García-Velasco - um dos cientistas mais conhecidos
no mundo da Medicina Reprodutiva fez tudo que podia
para eu aproveitar aquela experiência ao máximo.
Dono de uma inteligência muito superior à nossa,
reles mortais, o Dr García-Velasco poderia ser só
mais um cientista famoso. Mas, não.
Ele ainda é extremamente humano.
Agradável e engraçado. Um abençoado que Deus
me permitiu ter como Mestre e aprender tanto.
Depois de muuuuuuuito e muitos estudos,
algumas publicações, uma experiência maravilhosa
como pesquisadora bolsista do Instituto IVI
e de um Máster em Reprodução da parceria
IVI Madrid - Universidad Rey Juan Carlos,
voltamos ao Brasil para ‘começar nossa vida’.
Para minha surpresa, apesar de minha boa
formação e até uma ‘carta de recomendação’ do
Mestre García-Velasco, encontrei as portas
de todas as clínicas de Vitória fechadas para mim.
‘Vitória já está cheia de profissionais’ e
‘A Reprodução Humana não precisa de mais gente’
foram algumas das coisas que ouvi.
Talvez pelo meu discurso “mais IN VIVO, menos IN VITRO”,
eu tive as portas fechadas.
Mas, não há de ser nada.
Como sabiam que eu não teria dinheiro
para abrir uma clínica pra mim, tentaram
roubar meu sonho de trabalhar com Reprodução.
Vitória é uma província e acredito que acharam que,
desta forma, eu desistiria e iria atender
ginecologia geral, mesmo.
Mas…
Eu tinha uma missão.
Eu precisava ajudar a Reprodução a ser mais HUMANA.
E esse sempre foi meu lema.
Reprodução, humana DE VERDADE.
Eu podia não ter um laboratório pra trabalhar.
Mas eu tinha MUITA VONTADE.
Quando bateram as portas na minha cara,
Deus me mostrou uma janela.
E disse: ‘Entra por ela’.
Eu, claro, obedeci.
Em 2006 eu aluguei uma sala e criei um nome pra mim.
**Umbigo**.
Daquele mundo todo que eu amava e me encantava,
de tudo, no fim, era o Umbigo que sobrava.
“Umbigo - do Óvulo ao Bebê”
E, há 7 anos, venho tentando fazer da reprodução um lugar **MAIS HUMANO**.
A Umbigo ajudou muita gente a engravidar
e também muita gente a sair do forninho.
E foi maravilhoso. Sensacional.
Por conta de ter que passar pela janela, eu
reparei uma coisa que só quem passa pela janela repara.
Estamos enchendo as clínicas de fertilização
não de gente infértil.
Mas de gente **MAL INFORMADA**.
Então quis mostrar que eu entrei pela janela,
sim, mas que eu estava ali.
Como todos usavam palavras como ‘medicina reprodutiva’,
‘reprodução humana’ ou ‘reprodução assistida’,
eu, que havia entrado pela janela, precisava
usar um nome diferente desses para me diferenciar.
Foi bem fácil achar o nome que eu, na janela, precisava usar.
Passei a dizer que eu era especialista em FERTILIDADE.
Desde sempre.
A Umbigo foi registrada como Umbigo Fertilidade
há mais de 7 anos e, naquela época,
não havia ninguém no Brasil que eu havia visto usar.
Então, é isso! Prazer, Letícia, estou
aqui para cuidar da sua FERTILIDADE! ;-)
Estamos numa fase de transição de nomes agora.
Estamos deixando de ser UMBIGO para ser FÉRTIA.
Mas nada muda além do nome, não.
Nossa missão segue igual:
FERTILIDADE é a capacidade que
a gente tem de conseguir se REPRODUZIR.
E, cada vez mais, é isso que eu quero:
te ajudar a ser FÉRTIL para que você precise,
cada vez menos, de ajuda para engravidar.
Essa é minha missão:
FAZER DO MUNDO UM LUGAR MAIS FÉRTIL.
De amor, de paz, de luta.
Mas, principalmente, de BEBÊ.
Isso é tão forte em mim que levo,
á há muitos anos, tatuado no meu antebraço:
Algumas pequenas
partes deste livro
foram utilizadas de
Match! Parte 1
A Fantástica Fábrica de Bebês
publicado no Kindle
(plataforma de livros da Amazon).
Match! a gente nasce para se encontrar
A Bíblia da Fertilidade
Amor no Vidro
vai ser lançado,
em Julho de 2023
em comemoração aos
45 anos do nascimento da FIV
Revolução Fértil - a princípio,
seria o último livro de Match!
o de número 17
Pela urgência e gravidade do tema,
tive que passá-lo na frente, e, por isso,
acabei usando muito de Match! nele.
Quer ficar por dentro de Match?
Fica de olho no site!
www.match.ooo
Enquanto termino de escrever este livro
minha mãe terminou de enfrentar
a batalha mais difícil de sua vida.
E fez como uma guerreira!
Ela foi corajosa!
Com força! Com coragem!
Ela acaba de ser transplantada - e curada! - glórias a Deus!
após ser diagnosticada com uma Leucemia Aguda,
doença bastante rara na idade dela.
Ela foi forte!
Muito forte!
Extremamente forte!
Ela foi forte como uma tentante!
E eu estou muito orgulhosa dela!
Obrigada, Mãe, pela vida!
Obrigada por ter vencido essa batalha por nós, também!
Eu sei que não foi fácil!
Eu sei que foi fo…rte!
Obrigada por ter voltado pra gente!
Obrigada por ter ficado!
Seus netos - e eu! - te amamos muito
e estamos muito orgulhosos, todos, de você!
Agora, ‘bora, trabalhar!
Bora corrigir os erros de português
deste livro, que é pra eu mandar imprimir!
(Mamãe é formada em Letras Português
e é por esse motivo que eu sou obcecada,
também, por elas, as letras e, provavelmente,
por este motivo, também, que o sonho da minha vida é ser escritora!)
Bora fazer essa revisão!
Amamos você!
Te amamos demais!
Seja bem-vinda de volta!
Sua filha Letícia
e eus netos Giulia, Giovanna e Luigi
Textões no Face
passagem pela SBRH
História do Filho
RR, etc
falar que o amigo dele já havia
mandado uma mensagem dizendo
que tinha que “tirar esses velhos da reprodução”
documento para o CRM
email para o dra JP
falar que desde sempre escrevo esse livro
e que, depois da pandemia, atendendo online, pude fazer slow medicine
e foi quando comecei a “fazer esses downloads”
que alguém parecia me entregar, lá de cima…
matriarcado
dona ilda
cem anos
não dá pra falar em matriarcado sem lembrar dela
texto que coloquei no IG para ela